Interaction South America 2011

Interaction South America 2011 - People + Services + InformationNos dias 1, 2 e 3 de dezembro ocorreu em Belo Horizonte mais uma edição do Interaction South America.

Nos três dias de evento, tivemos a oportunidade de acompanhar a apresentação de grandes nomes nacionais e internacionais da área de Design de Interação. Foram três dias falando de práticas do mercado nacional, novidades no mercado internacional e uma boa dose de motivação.

Voltei do congresso repensando quais foram os focos das palestras, e três palavras resumem muito bem: PESSOAS, SERVIÇOS E INFORMAÇÃO.

Pessoas

Que o foco é no usuário, já sabemos faz tempo. Mas algo que também é óbvio, mas que parece não ser feito, é que precisamos realmente conhecer esse usuário.

Não apenas ler sobre ele, fazer entrevistas padrão e montar uma persona.

Temos que conhecer nosso usuário. Ir até onde ele está. Fazer o que ele faz. Sair do nosso mundo para então entrar no mundo dele.

Precisamos estar abertos para não apenas fazer registros sobre o usuário, mas sentir o que ele sente, para entender seus valores e sua cultura, pois só assim teremos condições de planejar soluções que realmente façam sentido e diferença para essa pessoa.

 

Serviços

Crescemos em uma cultura onde é popular para o consumidor final o conceito de que grandes empresas vendem produtos e pessoas prestam serviços.

Entretanto, o que vimos foram cases e mais cases da importância de se agregar valor com serviços associados ao produto.

Isso se deve à queda constante do valor de produção e fácil replicação de bens de todo tipo, desde celulares até automóveis, passando por vestuário (Sim, vimos case com vestuário! Para ser mais exata, case de serviço atrelado a tenis).

Assim, como é quase impossível inovar na maneira de produção de bens, a saída é inovar no serviço que pode ser utilizado com esse produto. Não apenas ter idéias de serviços soltas, mas pensar no serviço que vai fazer todo o sentido para o usuário e para o produto: aí surge o diferencial.

Embora ainda não seja muito claro para usuários finais, inconscientemente eles já estão fazendo essa diferenciação, pois no momento de escolher um produto, acabam optando por aquele que oferece serviços. Não qualquer tipo de serviço, mas sim aquele que surpreende.

E é para ter idéias, conceituar e projetar esse serviço que entram os métodos de Design de Interação.

 

Informação

Informação é o que não falta. Mas com tanta, como o uso dela pode ser um diferencial?

O que notei pelas palestras é que a maneira como apresentá-la ao usuário é o ponto a ser tratado. Precisamos analisar quais podem ser as fontes de informação, filtrar e esconder o que não é relevante, organizar de maneira intuitiva o que é.

Vimos o extensivo uso de gráficos, agregadores e ainda o design de um sistema operacional inteiro focado na informação.

Com a crescente (quase desenfreada) produção de informação, sistemas que auxiliem o usuário no consumo desses dados acabam se diferenciando positivamente.

 

Junta tudo

Embora eu tenha tratado os pontos isoladamente, é a união dos três que forma uma solução com qualidade.

Conhecendo seu usuário em profundidade é possível analisar quais informações são relevantes para ele. Tendo esses dois pontos em vista, é possível então pensar em serviços que vão ser o diferencial para o seu projeto. Unindo os três pontos temos como propor como será a interação desse usuário com o que você quer vender (quer seja um produto físico, quer seja um serviço, um site, um aplicativo, etc).

Mas o desenho da solução continua revisitando quem é o usuário, como trabalhar a informação, que serviços disponibilizar, até fechar um modelo satisfatório que possa ser implementado.

Enfim, é o processo normal de design de interação, mas dando um foco especial ao que mais foi falado, lembrado e salientado no evento.

Queremos sempre ver coisas novas, mas ainda assim, nada é tão prazeroso como ver as boas práticas que já conhecemos e aplicamos ganhando novos usos e conquistando mais espaço. ; )

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